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IIPR - Notícias

11/08/2019

A Perícia Necropapiloscópica desvenda caso de rapaz desaparecido desde 2015


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O corpo de um rapaz, que estava desaparecido desde 2015, foi identificado pela Polícia Civil do Paraná — Instituto de Identificação do Paraná (IIPR). A perícia foi realizada no início do mês de abril, pelo Papiloscopista Fabio Roberto Leitorles, que realizou pesquisa nas fichas datiloscópicas de cadáveres não identificados do Instituto Médico-Legal (IML) e obteve resultado positivo no exame necropapiloscópico. 


Por meio da Papiloscopia, há pelo menos dois métodos de identificação de uma pessoa. O método tradicional, no qual o Papiloscopista realiza a pesquisa manualmente no Arquivo Físico, distribuído entre individuais datiloscópicas (formulário que consta as impressões digitais dos dez dedos) e o método automatizado, no qual a pesquisa é realizada no Arquivo Informatizado, com o auxílio de um programa de computador. A sigla do inglês AFIS significa Sistema Automatizado de Identificação por Impressão Digital.

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Inicialmente foi realizada a coleta das impressões digitais do cadáver, foram realizadas várias buscas no Sistema Informatizado, mas não houve sucesso.

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A coleta necropapiloscópica, que é a coleta das impressões digitais do cadáver, é uma atividade complexa, pois varia de acordo com o estado do cadáver. Uma técnica muito eficiente é a chamada Luva Cadavérica.


A pele do dedo é retirada, o Papiloscopista veste a pele do cadáver em sua própria mão e então realiza a coleta das impressões digitais na ficha datiloscópica.


Devido às condições precárias das impressões digitais do rapaz, embora a equipe de Perícia Datiloscópica tenha realizado a pesquisa no Arquivo Físico, não houve sucesso, a individual do cadáver foi então arquivada em 2016.


No início do mês de abril deste ano,  o Diretor Administrativo do IML do Paraná, Alexandre Cascaes Mikos, que é também responsável por responder os registros da Ouvidoria da SESP, encaminhados para o IML, recebeu uma mensagem de um dos familiares do cadáver, com informações essenciais para dar início a uma nova busca.


A mensagem foi muito eficaz pois foram informados os seguintes dados biográficos: nome completo, nome da mãe, data de nascimento, o número do RG e a data do desaparecimento.


O Papiloscopista Fabio Leitorles localizou a individual datiloscópica daquela pessoa desaparecida indicada pela família. Essa individual serviu de base à pesquisa que ele realizou no Arquivo Necrodatiloscópico. Esse arquivo reúne as individuais de cadáveres que não foram identificados. Após vários confrontos (comparação de uma individual com a identidade conhecida com outras de identidade desconhecida) o Papiloscopista encontrou uma individual necropapiloscópica compatível.


Seguiu-se então uma análise mais minuciosa do Papiloscopista que culminou com a realização do Laudo de Identificação do cadáver.

 

 

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Assim, mais uma vez a perícia necropapiloscópica realizada pelos Papiloscopistas, ajudou a aplacar a dor de uma família que buscava por seu ente desaparecido e tirou a aflição da dúvida, infelizmente a mãe recebeu a notícia do óbito, mas a angústia de não ter informação alguma sobre o paradeiro do filho foi finalizada.


Delegado Marcus Vinicius Michelotto, Diretor do Instituto de Identificação, destacou: "O trabalho dos Papiloscopistas junto ao IML é silencioso e invisível, mas de relevância extrema pois a identificação de cadáveres auxilia as famílias a encerrarem uma fase difícil de suas vidas".


O trabalho dos Necropapiloscopistas é árduo, porém gratificante, segundo o Papiloscopista Fabio Leitorles. “Lidamos com um dos maiores medos da humanidade, a morte e a violência. Porém, é um trabalho gratificante, pois vai além do auxílio à persecução penal, é um instrumento que serve como garantia de dignidade humana, esse princípio que me motiva a cumprir a jornada do plantão.” diz Leitorles. 


Diretor Administrativo do IML Alexandre Mikos ressalta a importância do atendimento prévio feito aos familiares que buscam pessoas desaparecidas no IML: “É um trabalho de extrema importância para a sociedade em razão do caráter investigativo, social e humanitário. Envolve um trabalho integrado entre Polícia Civil do Paraná (IIPR) e o IML’’.


Ele destaca a importância do canal da Ouvidoria do IML, por meio dela é possível agilizar muito o trabalho da identificação dos corpos, ele orienta a população que para solicitar informações sobre pessoas desaparecidas, quando enviar a mensagem é necessário o máximo de informações sobre a pessoa, para acelerar a busca pela identificação do cadáver, como ocorreu no caso do rapaz desaparecido desde 2015. Uma das grandes angústias de quem procura por uma pessoa desaparecida é admitir a possibilidade de que ela tenha falecido.

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A Polícia Civil do Paraná, conta com a Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), unidade responsável por receber as denúncias e informações de pessoas desaparecidas.

Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa - DHPP


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DELEGACIA_ELETRONICA

Ainda nos primeiros momentos após o desaparecimento, é possível registrar um Boletim de Ocorrência (BO), que é o instrumento que formaliza oficialmente o desaparecimento de uma pessoa.

O BO pode ser registrado em qualquer delegacia, até mesmo pela internet, no site da Delegacia Eletrônica.

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